8 jornalistas falam sobre mulheres que as inspiram

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Se é para celebrar o Dia Internacional da Mulher, que seja olhando para nossas conquistas. Por isso, conversamos com 8 jornalistas que vivem em Bauru para saber quem são as mulheres que as inspiram.  Confira a lista:

Anaí Nabuco, da Lettera Comunicação Estratégica

De verdade, a mulher que me inspira é a mulher comum, que vemos todos os dias nos pontos de ônibus, caminhando pelas ruas, no trânsito, indo trabalhar, estudar. É essa mulher multifacetada a grande personalidade a ser reverenciada neste 8 de março. Tenho ao meu lado os melhores exemplos de grandes mulheres: minha mãe (uma fortaleza), minhas duas irmãs, minhas cunhadas e sobrinhas. Todas puro orgulho, referências ímpares, meu norte e farol. Tenho amigas, de A a Z. Sem trocadilhos, são cada uma um verbete a ser descrito no dicionário da vida; para ler e guardar. Personalidade somos nós, profissionais, mães, esposas, namoradas, amigas, estudiosas. Somos todas! Somos uma! Somos mulheres! E só! E muito!

 

Camila Ravanelli, jornalista independente pelo canal Camila Ravanelli

Vou citar uma mulher que conheci faz alguns meses, mas que já ganhou meu respeito. Admiro muito o trabalho da jornalista Nathalia Arcuri. Uma pessoa que passou anos sem protagonismo na TV, mas que nos últimos tempos deu uma virada em sua vida através de seu canal no YouTube, o “Me Poupe”, que dá dicas sobre economia, usando o bom humor para ajudar muita gente a administrar melhor a parte financeira. Ninguém acreditou nela, inclusive pela formação ser jornalista e não economista, mas o resultado calou a boca dos entendidos de plantão. Hoje ela é milionária, cheia de seguidores, e ajuda a vida de muitos

 

Amanda Araújo, do Social Bauru

A mulher que eu admiro é a Malala Yousafzai, jovem do Paquistão que chegou a levar um tiro porque lutava pelos direitos de estudar das mulheres. Eu li o livro que conta um pouco da sua vida e isso mexeu comigo profundamente. É uma grande mulher e uma grande guerreira.

 

Rafaela Hernandez, do SBT Central

São tantas inspirações, cada uma com o seu “Q” especial e incentivador. Mas, quando li a sua mensagem a primeira que me veio à mente foi HEBE CAMARGO. A eterna rainha da televisão. Hebe comandou o primeiro programa feminino lançado no Brasil (O Mundo é das Mulheres). Sempre carismática e cheia de garra, ELA alcançou o topo do sucesso. Imagino que foram inúmeras dificuldades, mas ela fez história. O lado social da HEBE também sempre me encantou.

 

Samantha Ciuffa, fotógrafa do Jornal da Cidade

Fiz fotos de várias mulheres, porque também estamos fazendo uma reportagem pro Dia da Mulher, e cheguei a fazer essa mesma pergunta pra algumas delas. Acho que todas as mulheres da minha família me inspiram, cada uma de um jeito. Só que, principalmente nesse momento, acho que tem um nome que me inspira muito. É a Malala Yousafzai. Faz um tempo que conheci a história dela, comprei o livro sobre sua vida e acabei me envolvendo. Ela é a menina mais nova (na época, com 17 anos) a ganhar o Prêmio Nobel da Paz, em 2014. Malala foi atingida com um tiro na cabeça pelo Talibã, com apenas 15 anos, simplesmente por querer estudar. Hoje, aos 20, luta pelos direitos das mulheres, além de estudar economia, filosofia e ciência política na Universidade de Oxford. Em recente conferência, Malala deu o recado: “nós não vamos pedir aos homens que mudem o mundo, vamos fazer nós mesmas”.

 

Bruna Novelli, 96 FM

Angelina Jolie é uma mulher que é conhecida principalmente por sua notável beleza e impecável atuação. Porém antes de olhar para fora, a atriz deveria ser notada pelo exemplo de sua empatia e devoção aos necessitados. Ela se destacou por viajar para zonas de guerra, doar milhões para causas humanitárias, e defender mulheres e crianças nos locais de conflito. Jolie ainda passou por uma doença cruel e optou por ser mastectomisada. Preferiu não ter mais seus seios (uma das principais características colocadas como ‘femininas’), do que correr o risco de seu câncer reaparecer. A atriz é uma das principais de sua geração. Mas Angelina já afirmou mais de uma vez que a carreira não é seu papel principal. Mãe de seis filhos, ela ainda leva consigo a empatia e faz desse dom, esse mundo um lugar melhor pra se viver.

 

Lidiane Oliveira, Rádio e TV Câmara

Em meio a tantos nomes incríveis, destaco a figura cujo nome é sinônimo da lei de punição a homens agressores. Marcada para sempre pelo crime do qual foi vítima, hoje ela, numa cadeira de rodas, arregaça as mangas e atua ativamente no combate à violência doméstica e familiar contra mulheres no Brasil. O nome dela, pra mim, tem tudo a ver com o conceito de “sororidade” do qual tanto se fala hoje. De união de esforços por uma finalidade comum. É papel de todas nós promover, cada mais, o enfrentamento a discursos de restrição de direitos às mulheres e ampliar a reflexão sobre condutas de empatia, resistência e autonomia.

 

Amanda Sanches, da 94 FM

A personalidade que mais me inspira, com certeza, é minha mãe, Janete Fazzio Sanches. Ela cuidou da gente da melhor forma, nos ensinou no caminho de Deus, é guerreira, batalhadora, forte e nunca desiste. Minha mãe também me corrigiu, ensinou a amar o próximo e ser dedicada. Hoje, adulta, olho pra ela como espelho de mulher, sem pensar duas vezes, quero ser igual a minha mãe quando crescer.

 

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5 dicas de livros-reportagem para comemorar o Dia do Repórter

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A vida comum, o cotidiano e todas as histórias que os cercam viram notícia e poesia por esse profissional do jornalismo: o repórter. E dia 16 de fevereiro, Dia do Repórter, é o momento de celebrar a atividade dessas pessoas que observam e narram os acontecimentos da cidade, do país e do mundo.

Para isso, a Lettera separou cinco dicas de livros-reportagem para quem gosta e admira esse trabalho sensível de pesquisa, apuração e relatar de fatos e causos.

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O olho da rua: Uma repórter em busca da literatura da vida real, Eliane Brum (2008)

Nesta obra, a jornalista gaúcha faz uma reflexão sobre o ofício de repórter. Para cada reportagem, Brum escreveu um texto sobre os dilemas que enfrentou, as escolhas que fez e os erros que cometeu. ‘O olho da rua’ pode ser considerado um diário do repórter, levando em conta que a prática da profissão exige reflexão constante.

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Rota 66, Caco Barcellos (1992)

Livro de estréia do repórter Caco Barcellos, a obra traz uma investigação de mais de um ano para identificar cerca de 4.200 pessoas mortas pela ROTA (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar), maior batalhão da polícia militar e o mais “matador” do país. O livro aborda os nomes e detalhes das mortes causadas pelos oficiais da ROTA contra pessoas inocentes ou apenas suspeitas.

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Os Sertões, Euclides da Cunha (1902)

Esta obra é uma grande reportagem sobre a Guerra de Canudos (1896-1897), combate travado entre o exército brasileiro e o movimento popular liderado por Antônio Conselheiro, na cidade de Canudos, na Bahia. Com armamento rústicos e combatentes despreparados, a força de Antônio Conselheiro foi dizimada, mas antes resistiu a duas investidas militares e matou cerca de 5 mil soldados. Enviado especial do jornal O Estado de S. Paulo, Euclides da Cunha relata no livro tudo o que viu, além de contextualizar os motivos aparentes do conflito.

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A Ilha, Fernando Morais (1976)

A reportagem realizada pelo jornalista brasileiro sobre o país liderado por Fidel Castro foi um grande sucesso, não tão menos polêmico, nos anos 70. O livro traz Cuba sob várias perspectivas depois da revolução, como a urbanização do país, educação, saúde, imprensa, posição das mulheres, cultura e outros.

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Holocausto Brasileiro, Daniela Arbex (2013)

A história do Hospital Colônia de Barbacena e de alguns de seus 60 mil pacientes é contada em riqueza de detalhes pela jornalista mineira. Administrado pela Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais entre 1903 e a década de 1980, o hospital lucrou cerca de 600 mil com a venda de corpos. O livro aborda também a ausência de políticas e fiscalização na internação de pessoas, sendo recolhidos à instituição prostitutas, mendigos, homossexuais e pessoas de outros grupos marginalizados.

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