Mercado busca profissionais resilientes

Senac post copy

Existe uma palavra na Física chamada resiliência, que é a habilidade que um corpo possui de voltar ao seu estado natural após uma situação de estresse, como uma alta pressão ou temperatura. As pessoas também possuem resiliência, ou seja, conseguem se renovar frente a grandes transformações.

Quando vivemos períodos complicados, podemos nos sentir vulneráveis. Devemos lembrar, contudo, que somos seres dotados de uma alta capacidade de adaptação e que foi justamente essa característica que nos moldou e garantiu nossa sobrevivência como espécie.

As pessoas que se mostram resilientes são as que mais crescem e prosperam em tempos difíceis, pois, em geral, são flexíveis e procuram sempre exercitar uma visão ampla e positiva acerca dos acontecimentos.

Essa característica pode ser adquirida, assim como outros aspectos em nosso comportamento. Devemos observar como reagimos frente aos desafios e desenvolver uma nova atitude, tentando enxergar novos horizontes e agarrar as oportunidades.

Diante de incertezas, o ambiente de trabalho pode se tornar palco de rumores negativos e receios. É natural sentir-se inseguro frente a tantas mudanças. Porém, essa é a hora em que mais devemos exercitar nossa capacidade de inovação e superação, não nos deixando influenciar pelo pessimismo.

As pessoas que melhor reagem aos desafios são as que se desenvolvem constantemente. Não devemos esperar por dificuldades para nos aperfeiçoar. Esse é um erro muito comum – quando acontece algo inesperado, como a perda de um emprego, por exemplo, lamentamos não ter feito determinado curso, nos especializado ou desenvolvido nossa inteligência emocional.

Todos estamos sujeitos a passar por períodos de turbulência e, para enfrentá-los, temos de nos preparar sempre, tentando prever os acontecimentos e enxergar novas saídas. Um bom lutador não ganha uma batalha apenas por sorte, mas, principalmente, por ter treinado exaustivamente, prevendo todas as possibilidades.

Em momentos de superação, o líder é fundamental dentro do meio profissional. É dele o papel de orientar a equipe, demonstrando transparência e estimulando um ambiente de criatividade e cooperação. A resiliência é aflorada com mais facilidade quando temos um norte, uma figura em quem podemos confiar e, acima de tudo, uma equipe em que os membros se apoiam mutuamente.

Em um mercado cada vez mais dinâmico, as organizações precisam de pessoas preparadas e adaptadas a essas constantes transformações. Além disso, com as empresas reduzindo suas equipes, o colaborador deve estar aberto para assumir novas tarefas e responsabilidades.

Não basta mais ter conhecimento técnico. Claro que ele é importante, porém os fatores que mais contribuem para o sucesso profissional são justamente os aspectos comportamentais, como o controle emocional, a empatia, o trabalho em equipe e o comprometimento.

O controle emocional é a nossa capacidade de manter o equilíbrio em momentos de tensão. Para tanto, é muito importante investirmos em autoconhecimento, para que não adotemos uma postura agressiva que só prejudicará nosso trabalho de maneira geral.

Ser empático é saber se colocar no lugar do outro. Só assim podemos compreender e aceitar determinados comportamentos que, muitas vezes, pré-julgamos de maneira equivocada. Isso nos auxiliará a trabalhar melhor em equipe, tendo maturidade suficiente para aceitar opiniões divergentes, buscando sempre as melhores soluções para os problemas e desafios do dia a dia.

Comprometer-se é estar ciente do seu papel e agir positivamente, independente do cargo, da tarefa ou da situação.

A resiliência e outros aspectos citados no texto são importantes não somente na vida profissional, mas também no relacionamento com nossos familiares e amigos, que também podem sofrer com dificuldades.

É fundamental investirmos no nosso desenvolvimento, aprimorando nossas habilidades, investindo no autoconhecimento e em inovação. Só assim aumentamos nossa capacidade de resiliência. Busquemos inspiração nos bambus: durante uma tempestade, eles vergam, balançam, torcem, ricocheteiam, mas dificilmente se quebram. Isso porque têm flexibilidade suficiente para resistir às intempéries da vida.

Maria Carolina Gaiotto Aronchi é docente da área de recursos humanos do Senac Jaú

 

Comentários


Deixe seu comentário

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>